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Camilo diz que Moro garante reavaliar a retirada da Força Nacional do Ceará

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AGENTES da Força Nacional estão no Ceará desde 5 de janeiro

governador Camilo Santanaafirmou na manhã desta quinta-feira, 7, que o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, garantiu que irá reavaliar a retirada da Força Nacional do Ceará. Para o governador, o reforço é apenas simbólico já que o número de homens é reduzido em relação ao efetivo das forças de segurança do Ceará. A pasta da Justiça mantém o discurso do secretário nacional de Segurança Pública, General Theophilo.

“A presença da Força Nacional é muito mais simbólica porque hoje temos 29 mil homens nas forças de segurança do Ceará. A Força Nacional têm 420 homens, mas a presença é importante simbolicamente para nós”, diz. Camilo solicitou a renovação da Força Nacional no último dia 27 e diz ter recebido “sinalização informal” de que haveria renovação por mais 30 dias.

Ainda conforme o governador, a permanência da Força Nacional no Ceará é precaução, já que estão sendo mantidas as estratégias das forças de segurança estaduais e que as ocorrências criminosas diminuíram em relação ao mês de janeiro. “Estamos mantendo o gabinete de situação. Toda semana tenho me reunido com as forças de segurança para que a gente possa monitorar. Minha determinação é que não vamos ceder um milímetro e vamos continuar com nosso trabalho duro para que seja cumprida a Lei de Execução Penal”, frisa Camilo Santana.

Por telefone, a assessoria de imprensa do Ministério da Justiça e Segurança Pública garante que a desmobilização gradativa da Força Nacional está mantida a partir desta semana. Não houve, no entanto, confirmação de quando os homens começarão a deixar o Estado. “Está sendo retirada gradativamente ao longo do mês”, diz a assessoria. Não foi informado, no entanto, quando os homens começaram a deixar o Estado e nem quantos ficarão pelos próximos 30 dias “por questão de segurança”.

Os 420 agentes da Força Nacional de Segurança Pública atuam no Ceará desde o início da série de ataques criminosos. Theophilo chegou a dizer que apesar da desmobilização “progressiva”, a decisão poderia ser automaticamente suspensa e revertida caso necessário. A Operação Terra da Luz, como é conhecida, começou no dia 4 de janeiro deste ano. “O que temos ainda hoje, uma ou outra queima de veículo, de ônibus, já não são mais ataques ‘terroristas’ [de facções criminosas], mas sim de oportunistas que estão se aproveitando do clima de terror para manter um pouco desse clima”, afirmou o secretário em coletiva de imprensa.

Salgueiro Online.

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